domingo, 1 de junho de 2014

A bordo Donzela

Às vezes não sei como é possível a vida passar tão rápido. Quando era mais nova tudo parecia passar devagar, parecia existir tempo de sobra para tudo. Agora, quando mal abro os olhos, milhares de coisas sucederam num ápice, num ápice que durou alguns meses. Questiono-me se isto será realmente verdade, se tudo está a acontecer e porque está a acontecer. Tudo porque esta rapidez e este stress não me dá um segundo para pensar nas coisas calmamente. Já não há tempo para pensar, só consigo agir, agir e agir. Não gosto.
Não gosto.
Não gosto de agir sem tempo para planear cada passo. A incapacidade de planeamento torna-me insegura. E não me deixa ser eu mesma. Só me deixa ser uma pessoa nervosa, atenta em demasia que transparece insegurança por todos os poros. Pessoas novas? Novo ambiente? Detesto. Detesto sentir-me fora da minha "confort-zone". Por muito bem recebida que seja, são apenas umas dezenas de novas pessoas que tenho de "conquistar". E esforço-me demasiado para que gostem de mim, para que não julguem que sou uma manienta nojenta.
Custa-me saber que tenho de me adaptar a um novo ambiente com novas pessoas e que passado um mês, possivelmente, não me voltarei a cruzar com elas mais nenhuma vez.
Frustração... Frustração... É a minha maior inimiga. Não consigo lidar com ela. Ela é um bactéria na minha cabeça, que me deixa doente.

Só me quero deitar, dormir, e não fazer nada. Precisava de descansar. Mas como não consigo, choro até adormecer, choro até à exaustão não esperança de conseguir ter uma noite de sono descansada. Porque no final do dia, estou sempre sozinha. Porque no final, todos nós somos solitários.

Estou triste.

sábado, 31 de agosto de 2013

Funny how things work...



Já não vinha ao blog há uns bons meses... Na verdade estive a ler os meus posts anteriores, e constatei que 99,9% deles é sobre coisas más da minha vida, sobre momentos depressivos, sobre coisas que me desagradam... De facto, a minha costela de escritora surge geralmente nos momentos menos bons, pois é quando me fecho; no fundo preciso de desabafar, portanto acabo por escrever... Aliás, a grande maioria das vezes escrevo num documento word e ao fim de duas ou três páginas, apago-o! Estúpido, mas sinto-me melhor depois de o fazer. 

Contudo, como lá diz o ditado "Deus escreve direito por linhas tortas". E a minha vidinha deu tantas voltas que tudo se acertou. Recuperei as minhas meninas, não falamos tanto, não nos vemos tanto, mas quando estamos juntas, estamos juntas para valer, sem falsidades, sem hipocrisias: é a verdade e muitas risadas. A C lá se acertou com o seu rapagão, a S anda animada com a faculdade e com os festivais de verão por onde andou este ano. E eu amo cada vez mais o meu pequeno! 
Terminei o segundo ano da faculdade (o primeiro ano no curso que queria), e consegui fazer todas as disciplinas, com muitooo custo. Aliás, o terceiro ano está prestes a começar, e vou estagiar: M-E-D-O, muito medo.

Para além disso, este segundo ano de faculdade revelou-se muito produtivo a nível de amizades. Mantive as amigas do outro curso, fiz amigas no novo curso e na residência. Não digo que sejam amizades para a vida, mas levo-as no meu coração, como parte desta fase da minha vida, que me tornou mais responsável, mais independente, desenrascada e até um bocadinho mais sociável. Sim... Eu sinto-me um ser estranho... Gostava de me aproximar mais de todas elas, de manter contacto com todas elas, mas eu tenho uma extrema capacidade de me desligar do mundo, de me esquecer de enviar uma sms a dizer "Estou viva, queres ir tomar um café?". Não é com maldade, não é por me esquecer delas, ou por não gostar delas, mas enfim, eu sou assim. Não gosto de andar "atrás" das pessoas, de sentir que as estou a chatear ou algo do género. 

As férias foram fantásticas, possivelmente das melhores férias que tive. Ir acampar, com o espírito positivo, com a mente livre de preocupações, tudo corre bem. 

Poderia aprofundar tudo um pouco mais, mas os artistas são aqueles que têm a melhor capacidade de sintetização (na minha opinião, é claro). 
Resumindo, sinto-me bastante feliz, mas prefiro não demonstrar demasiada felicidade, porque supersticiosa como sou, ainda me acontecia alguma desgraça. 


Beijinho, até à próxima Lua. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A minha história...

Decidi contar uma história. Parte da minha vida, algo que aconteceu muito recentemente e que por isso ainda me magoa muito.
Contextualizando: eu desde pequenina sempre tive uma personalidade forte, a minha família dizia que eu era uma tinhosa, pessoas que fui conhecendo disseram-me que à primeira vista eu parecia uma rapariga arrogante. Não posso dizer que tenho inimigos, mas ao longo da minha vida escolar fui criando inimizades, era má, fria, e conseguia atingir as pessoas no seu ponto mais fraco, fazendo-as sentirem-se uma merd*. Sei que não é justificação, mas penso que o fazia por ser imatura, infantil, e de certo modo para me proteger das pessoas, evitando que fossem elas a magoarem-me. Perdi amigas, criei atritos com elas, tive namorados a quem fiz bastante mal. Tenho perfeita noção disso quando penso no passado. Contudo, quando conheci o meu atual namorado, o M, as coisas mudaram um pouco. Ele fez aquilo que eu fazia aos rapazes com quem namorava, fez-me sofrer imenso, o mesmo assim eu rastejei por ele, algo que nunca tinha feito na minha vida por ninguém. E depois de alguns altos e baixos, ficamos juntos e com a certeza de que o nosso futuro é juntos. Mas não é do M que eu quero falar, simplesmente precisei de invocar o M para explicar o porquê de eu ter alterado em muito a minha maneira de ser. Tornei-me mais carinhosa, preocupada, e com medo de perder as pessoas que eu gostava realmente. E quem eram as pessoas que eu tinha na minha vida naquele momento? A S e a C. A C era minha amiga desde o 5º ano, sabe todas as aventuras da minha vida, passamos juntas os mais diversos momentos, ficamos em turmas diferentes, mas mesmo assim nunca deixei de lhe falar, sempre foi o meu apoio mesmo eu não tendo perfeita noção disso. No 10º ano conheci a S, e apesar de uma das pessoas que mais gostava de mim, a F, me dizer que ela só me ia magoar, que ela era má, eu ignorei-a, maltratei-a, tudo porque a S para mim era perfeita. Foi a amizade mais rápida que criei, pois eu demorava sempre 1/2 anos a ficar realmente amiga de alguém. No 12º, eu a S e a C éramos inseparáveis, e sempre tive aquela segurança de que nós a 3 juntas éramos indestrutíveis. Protegiamo-nos, apoiavamo-nos, ajudavamo-nos, aliás, eu acho que não havia nada que não fizéssemos juntas ! Eu amava a nossa relação de amizade, e muitas vezes cheguei a fazer textos a admitir que toda a gente nos deveria invejar. E deviam ! E dentro da minha confiança de que nunca nos iríamos separar, o meu medo era a faculdade. Sabia que ia ser difícil, mas sempre lhes pedi para não me deixarem quando fossemos para a faculdade. E admito, chorei várias vezes ao dizer-lhes isto, algo que elas não podem desmentir.

Agora chego a parte da história que me magoou muito:
Ao fim do primeiro ano de faculdade continuávamos juntas. Chegaram as férias grandes (que no final de contas não pareceram assim tão grandes). Elas convidavam-me para sair, para ir aqui e ali, e eu a maioria das vezes não ia... Inventava desculpas, ou simplesmente dizia que não me apetecia. A verdade pela qual eu não ia ter com elas? Primeiro porque tinha preguiça de ter de me arranjar para sair, segundo porque me custava andar a gastar dinheiro aos meus pais (ainda hoje me custa ter de ir a algum lado sabendo que os meus pais é que me andam a pagar as saídas), e depois porque também não gostava de dar a C trabalho, pois era ela que tinha de me ir buscar e levar, as vezes dormia em casa dela, e sentia-me mal, pois no fundo tinha receio que ela pensasse que me estava a aproveitar dela. Tivemos uma pequena discussão que ficou resolvida e na qual eu prometi que iria dar o meu melhor e que não ia falhar com elas mais nenhuma vez. Afinal elas eram as minhas melhores amigas.

A situação foi a seguinte:
Tínhamos combinado (as 3) ir até à praia, mas só podíamos ir de tarde porque a C trabalhava de manhã. Mas a S foi com outra amiga à praia, pois ela ia com os pais e assim ela não tinha que gastar dinheiro nos transportes. Não ficou muito bem combinado, mas eu como no dia seguinte à praia tinha de ir tratar de alguns documentos da faculdade, pedi ao meu namorado para dormir em casa dele (porque ele mora perto da faculdade e não tinha de gastar dinheiro no comboio), só que como achei que não seria correto da minha parte ir só dormir a casa dele e depois ia embora, convidei-o para ir até à praia. Na minha inocência, não disse nada a C, pois pensei que não havia problema de ele ir também, afinal já se conheciam, e ela sabia que eu era incapaz de a deixar a fazer de vela, porque acho que os casais que fazem isso são ridículos e melosos. Mas ela disse que não ia, porque pelos vistos a S disse-lhe que o meu namorado também ia. Contudo, a C não me mostrou que estava chateada nem me disse nada, talvez eu devesse ter percebido, mas não percebi.

Mais tarde, numa conversa do facebook com a S eu contei-lho o meu dia. E depois o que ela disse foi o seguinte:
S - ia-te dizer para amanhã ires ter connosco, mas como estás toda cansada, pronto xD
J - Onde vão vocês ? xp
S - acho que ao P. ter com  (...). Eu por mim só estava com a C sinceramente ahah. Mas pronto
J - Pois, é que com esse povo xD Num tenho nada contra ninguém ! Mas pronto xD
S - pronto xD

E foi esta a conversa, da qual eu reti o facto "ia-te dizer...mas"... Eu sou sincera, até queria ir, mas como ela me disse aquilo daquela maneira, eu fiquei a pensar que também não era muito bem vinda. Sei que não é desculpa dizer que não me dava com as pessoas que iam também, e não fui a mais correta, mas sinceramente agi assim porque fiquei triste de ela parecer querer excluir-me. Neste dia a noite, a S manda-me mensagem a dizer que a C tinha jantado em casa dela, de modo a agradecer-lhe um favor. E eu, em tom de brincadeira disse "a mim não me convidas tu". E aqui despoletou-se uma discussão: ela disse que me tinha convidado e eu é que não quis ir, coisas assim. No final da conversa com ela tudo pareceu ficar bem, e até lhe pedi para no dia seguinte ir ter comigo, para nos despedirmos antes de ela ir para Coimbra. Ela disse que mandava, mas ainda não sabia se podia. E eu disse que se ela não pudesse, para estarmos juntas no fim de semana, mas a irmã dela fazia anos, e em compreendi. Mas ela não me mandou uma única mensagem no dia seguinte a dizer se podia ou não estar comigo, simplesmente silêncio. Enviou-me uma mensagem a pedir se no dia X eu podia ir buscá-la a casa, porque ambas íamos apanhar o comboio. Eu fui sincera e disse-lhe que não, que não dava jeito, porque para além de ser a minha mãe a ter de se levantar mais cedo, a casa dela fica exatamente do outro lado da vila. Sei que ela ficou chateada, nem me respondeu, mas eu também estava magoada por ela me ter ignorado quando eu quis estar com ela. E sim, talvez não me custasse nada ir buscá-la, e talvez tenha sido má vontade da minha parte. Mas enervou-me o facto de ela andar sempre pendurada nas outras pessoas e sempre a pedir coisas. Também conversei com a C, e esclarecemos tudo, e sei que errei imenso com ela, que ela merecia mais da minha parte, e fiquei a sentir-me mal com o modo que tinha agido com ela (mesmo tendo sido uma acção sem maldade da minha parte).

Passando à frente: fiquei a espera do fim de semana, que a S me dissesse algo para estar com ela. Mas ela não me disse nada. No domingo de manhã, vou ao facebook e vejo fotos dela no aniversário da irmã, e quem é que também tinha ido? A C. Ela não me tinha convidado. (ela disse mais tarde que tinha agido segundo a magoa que estava a sentir, mas qualquer pessoa com dois dedos de testa dirá que foi vingança, que foi algo para me atingir). Eu senti-me mesmo mal com a atitude dela, pois nunca pensei que ela fosse capaz de me fazer algo assim ! Deixar-me de parte de algo propositadamente!

Como eu não sabia o que fazer, reduzi-me ao silêncio. Não enviei mensagem a S nem a C. Elas também nada me disseram. Mas a meio da semana, a S liga-me toda animada a contar coisas sobre a praxe e a faculdade, e eu, de tão perplexa que fiquei, agi normalmente e pensei: provavelmente andei a fazer filmes na minha cabeça, e já está tudo bem ! Pensei que tinha sido uma parva, uma estúpida, em pensar que a minha melhor amiga me tinha excluído e ignorado... E nesse dia mandei mensagem à C. Disse que não tinha mandado nada porque não sabia o que dizer, que ainda estava magoada por elas não me terem convidado, e disse-lhe para reenviar a mensagem a S quando falasse com ela. Ela assim fez. Qual foi a reação dela? Enviou-me a mensagem a dizer que estava farta daquilo, que pensava que nós éramos melhor que aquilo, e que eu tinha de ver quem é que eu queria na minha vida. (Isto porque eu punha o meu namorado em primeiro plano a maioria das vezes, penso eu. Ou seja, levou-me a pensar que eu tinha de escolher entre o meu namorado e ela. E se não era isto que ela queria, então não entendi o que ela quis dizer com isto, porque ela sabia perfeitamente que eu não tinha mais ninguém na minha vida). Fiquei embasbacada a olhar para aquela mensagem. E não lhe respondi. Depois de tanto pensar, vi que só tinha duas soluções: ou enviava mensagem a pedir desculpa (de não sei o quê) e tudo voltava ao normal o mais rápido possível; ou então dizia-lhe tudo aquilo que estava a sentir, e tudo o que eu tinha a dizer sobre o que se tinha passado. Na segunda opção eu tinha a perfeita noção que me ia dar muitas chatices, mas pensei que a nossa amizade seria superior e que ao fim de uma gigante discussão, que íamos chegar a um consenso. E foi o que fiz, enviei um texto gigante, com tudo o que tinha a dizer... Tive perfeita noção que não tinha sido a pessoa mais querida do mundo, mas sempre julguei que era ia valorizar a minha atitude, em ter sido sincera, e que me ia responder. Mas eu esqueci-me da personalidade dela... Esqueci-me que ela é incapaz de admitir que errou em algo, e que mesmo que saiba que está errada, ela procura ajuda em todas as pessoas, conta a sua versão dos factos, e precisa de alguém que lhe diga "pois, tens razão". Ela simplesmente disse que não queria ser mais minha amiga, e que não entendia como é que tinha sido amiga dela tanto tempo.. Que eu era falsa. E eu pergunto-me "só por não gostar de certas coisas na maneira de ser dela, significa que não goste dela?" No ponto de vista da S, sim... Ela diz que eu tinha de encontrar alguém para culpar, e que teve de ser ela a escolhida. E eu pergunto outra coisa "eu culpei-a de alguma coisa? Querer esclarecer as coisas é culpar alguém?" Simplesmente não entendo a decisão dela. E como acontece geralmente, quando nos zangamos com alguém é que começamos a ver os podres das pessoas... Coisas que eu nunca pensei, comecei a ver... Ela dá-se com muitas pessoas não porque gosta delas, mas porque essas pessoas parecem dar-lhe jeito, ou para contar coisas, ou para emprestar coisas, para fazer favores. E depois outra coisa que não entendo: anda sempre com fala de dinheiro, muitas vezes lhe paguei coisas sem exigir nada em troca, porque sempre compreendi a situação dela... Mas uma pessoa que anda sempre com falta de dinheiro anda sempre na noite? Anda sempre em jantares e a beber álcool? Faz-me confusão este tipo de coisas. Aliás, nunca consegui dar-me com pessoas interesseiras, e ela tem apenas demonstrado isso.

Esta é a minha versão das coisas, tentei ser imparcial, porque como já disse isto não é uma questão de quem tem razão e quem não tem. Simplesmente gostava que alguém me ajudasse a decidir o que fazer... Se me rebaixo e vou implorar pela amizade (se é que isto alguma vez foi amizade, sim, porque agora tenho dúvidas), ou se me deixo estar no meu canto, sozinha, a chorar e sentir raiva, ódio dela, pena por mim mesma... Se mando bocas, se me vingo... Ela só me publica músicas no mural dela em que as letras parecem ser exatamente para me atingir...


E nos entretantos, "perdi" a C. Prometi-lhe que iria sair com ela todos os fins de semana, que iria compensa-la por ter falhado... E, pela primeira vez, falhei com uma promessa. Eu não conseguia sentir-me à vontade junto dela... sabia que ela fala com a Shau, que lhe conta as coisas... E que ela também me contava as coisas dela... No fundo ela só queria que voltássemos a ser as 3 como dantes. Mas a verdade é que já não tinha tema de assunto com a C... As nossas vidas não têm nada em comum neste momento, não há um assunto que possamos partilhar... Aliás, das minhas coisas com o M eu podia contar, porque parece que sempre que partilhava alguma coisa, ela arranjava uma boca para me deitar abaixo. Parecia que a minha felicidade a incomodava, e que tinha como dever dizer algo para me calar, para me ver irritada... Ou quando tentava falar com a S, ela dava a volta ao assunto e começava a falar do ex-namorado, e da nova namoradinha dele. Passava sempre para segundo plano, eu, que sempre a apoiei em tudo (o que achava que ela tinha razão, como é óbvio), e o que ela diz a C é que eu sempre fui fria a falar com ela... O problema é que ela não entende é que eu não falava de modo frio, eu simplesmente falava num tom bruto, porque com ela as falinhas mansas não funcionavam ! Eu tinha de ser bruta a falar para que ela me desse realmente ouvidos, para que no fim não fizesse alguma asneira que eu sabia que ela se iria arrepender... E todo o meu esforço para a ajudar, parece que foi em vão, parece que não me foi dado o devido valor.
Voltando a C, sinto imenso a falta dela, apesar de ter sido minha decisão querer afastar-me... Mas fiquei desiludida, pois pensei que ela fosse ao menos tentar entender-me, e lutar um pouco por mim... E por outro lado compreendo que ela também não queira andar atrás de mim, porque no fundo eu é que fiz asneira...


A minha vida está num dilema: não tenho amigas, e se por um lado devia tentar lutar por elas, por outra sinto que não tenho essa obrigação. Até lá, estou nisto "sozinha"... Só posso agradecer ao M por estar a meu lado, e por ser o meu único apoio, o meu melhor amigo...


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Irresponsabilidade ou azar?

Sempre me considerei uma pessoa com bastante sorte, dentro do meu pessimismo extremo, por vezes conseguia ter imensa sorte. Sempre vi as coisas más que me aconteciam por algo que eu merecia, ou por culpa da minha cabeça no ar. Contudo, estas coisas más apenas me surgiam esporadicamente, coisas que eu facilmente esquecia, pois eram uma num milhão. Agora, quando as coisas más acontecem todas as semanas (isto para não querer exagerar dizendo TODOS os dias), há alguma denominação? Será azar? Serei eu que tirei ficado irresponsável de um dia para o outro? Será que as pessoas olham para mim e sentem que é dever delas estragar o meu dia? E falo de pessoas completamente aleatórias, como aquelas que me cruzo no elevador, no autocarro, whatever...

Bruxaria ou não, estes azares começaram exatamente quando escolhi deixar de fora da minha vida duas pessoas que me eram chegadas. Ok, sendo sincera: as minhas melhores amigas. Desde que as coisas começaram a azedar entre nós que a minha vida não tem andando propriamente perfeita. Poder-me-ão dizer que são filmes da minha cabeça, que sou uma pessoa supersticiosa, blablabla. Mas já diz o ditado "nunca vi nenhuma bruxa, mas que as há, há". E não quero com isto insinuar que as pequenas criaturas andam a fazer macumbas para me infernizar o dia-a-dia, quase como se fosse a missão da vida delas! Não. Onde eu quero chegar é a palavra fucral "inveja". É nisto que eu acredito. Eu acredito que a inveja tem poderes tão fortes, tão inconscientes, que parece influenciar-me. O pior de tudo isto é que as coisas más só acontecem a quem acredita nelas, e eu, bem, eu sou a pessoa que acredita que tudo pode piorar, que nada de bom surgirá. Enfim, sou uma pessimista pura.

Só gostava era de me ver livre daquelas duas pessoas, de fora da minha cabeça, do meu coração, entranhas, tudo! Queria livrar-me deste sentimento que tudo irá correr mal, porque é a minha sina.

No fundo, só gostava de ver um pouco de sorte no meu dia.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A revolta das gaivotas

Estava eu a caminhar calmamente para casa, quando dois falcões, ou duas águias, não sei, pareciam aves de rapina, surgiram diante de mim. Eu olhei, e pensei "Oh, deixa de ser parva, são apenas gaivotas sobrealimentadas e que fazem ginástica. Sempre gostei de gaivotas, relacionava-as com o mar, mas nunca convivi com elas tão de perto, e muito raramente via uma. Agora que vivo junto ao rio, e digamos que bem perto do mar, eu acordo a ouvir o som as gaivotas.

Tudo isto para dizer: mas que raio aconteceu as gaivotas? Aqueles seres engraçados das praias? Migraram para as lixeiras citadinas? Atacam lixeiras? Fazem frente a seres humanos com o quíntuplo do seu tamanho?

A verdade é que estava eu a olhar para a janela, a ouvir as bichas piar, e comecei a imaginar, bem no meu âmago "e se elas crescem tanto tanto, que um dia se revoltam contra nós, e nos comem, e começam a comandar este planeta??" Uma imagem um tanto-o-quanto aterradora. Uma "avezita" a comer os teus miúdos.

Bem, deixando agora de divagar e esquecendo a minha costela de realizadora: no fundo, comecei a ter medo de gaivotas. Eu, aquela pessoa que achava ridículas aquelas pessoas que tinha medo de gaivotas, TEM medo de gaivotas.

É por isso que gosto da minha vila, pacata e sem bichos deste género.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Parabéns Príncipe +.+

Bem, como eu não conseguia aguentar até à meia noite para te dar os parabéns, esta é a melhor maneira de o fazer *.*

Sabes que és o meu mais que tudo, o homem da minha vida, e HOJE É O TEU DIA.
Espero que seja o primeiro de muitos aniversários que passemos juntos meu amor, pois é contigo que quero ficar <3

Não sei se te lembras, mas há um ano atrás estávamos prestes a voltar, e é bom saber que passado um aninho estamos juntos e que cada vez nos amámos mais <3

Por isso, PARABÉNS ao príncipe mais lindo do universo !
AMO-TE <3<3
EETPSA*

To infinity and beyond my love <3

sábado, 18 de fevereiro de 2012


+.+ Main character from "The Notebook" and main character from "Dear John": I've got to watch it !

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Surprise !!




Surprise parties are such a cliché in films and TV series. But, what about real life ? Do people like to surprise their loved ones ? And do they like to be surprised ? Personaly, I like to surprise, but i rather be surprised ! I LOVE surprises, however, I hate when someone tells me "I'm going to surprise you". First, I drive myself crazy trying to discover and secondly I don't want to find out what it really is, because it wouldn't be a surprise anymore!
I've never done any surprise that deserve to be told, but I was surprised a few times. My boyfriend was behind my favourite surprise, and people may think that it was not very surprising or special, although it was for me. I was arriving at the train station and in a quick glance I thought he was there, but my head said "no, no, he isn't here, keep going". But my heart said "look again you idiot!", and there he was, just waiting for me on a completly random day which I wasn't expecting. I simply loved it.

yamfely*

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012



Well, half of my worst year ever has already passed. It end it up better than I was expecting. My sweet little boy and my “chicken-mother” helped me a lot, probably without them I wouldn’t be capable of handle it until now. I only have a week for holiday, but it’s better than nothing, and I miss this feeling of “don’t have anything to worry about”: just rest and DO NOTHING. I’m going to hang out with my boyfriend, read stuff in the internet, or maybe pick a random book and enjoy it. I’ll probably take pictures and walk with my girls. I’m pretty happy, and I really hope this happiness stays for a long time. However, I know it’s going to be very hard... Travelling by train every day, run to catch the bus, wake up very early and arrive home very late. Fuck it, I just need to keep focus and reach my goal: leave this awful course and go to that one I always wanted.





quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Keep Going (...)




E mais uma vez, o sentimento é de fracasso. Falhar uma vez é suportável, mas falhar em várias coisas e todas seguidas não é nada fácil. Mas não posso desistir, porque não consigo, não faz parte de mim desistir: se começo, é até ao fim, mesmo que pelo meio a vontade seja ínfima.

(...).

sábado, 10 de dezembro de 2011

não é fácil



Não está a ser fácil, não consigo compreender o porquê de toda a gente dizer que a "universidade é a melhor fase da vida"... Saímos do secundário a pensar que somos adultos, chegamos a faculdade e parece que somos as crianças do "sítio", e a verdade é que me sinto como tal (contudo, uma criança com responsabilidades). Toda a minha vida lutei para chegar aqui, sempre dei o meu melhor, e mesmo assim não consegui o curso que queria... Chorei, quis desistir, quis trabalhar, mas a verdade é que no primeiro dia de aulas lá estava eu! Com uma noite mal dormida, completamente nervosa, tremia por dentro, afinal tinha "caído" num sítio novo e sem pára-quedas. As pessoas de Negro lá estavam, e eu esperava de tudo... Conheci alguns dos meus 'coleguinhas', como diziam eles. Lá nos apresentamos, aprendemos as saudações aos senhores doutores e aos senhores veteranos, fizemos uns 'joguinhos', e lá viemos embora. As primeiras semanas não faltava, e queria a todo o custo ganhar confiança com alguém, pensava sempre que algo havia de mudar, mas não foi isso que aconteceu. Comecei a "fugir" dos segundanistas, comecei a achar a praxe aborrecida, e que todos os princípios da praxe estavam distorcidos: então a ideia não é conviver? Ajudar os mais "pequeninos" nos estudos, dar-nos dicas sobre disciplinas, sair a noite juntos para as ditas "borgas"? Pelos vistos não... A única coisa que senti foi os senhores de preto demonstrarem que eu/nós caloiros não éramos nada, viravam-nos a cara nos corredores, faziam que não nos conheciam.

Agora, no fim do semestre, sinto-me ainda mais sozinha do que no primeiro dia de faculdade. Já há grupos formados, continuo a fugir à praxe, não porque não gosto, mas porque não consigo conciliar tudo: são aulas, trabalhos, estudar estudar estudar, família, e os meus amigos do secundário que ainda "exigem" que tenha tempo para eles, e se não tenho, viram-se contra mim. Sinto-me sozinha, sinto-me cansada, sinto-me deslocada, sinto que não vou conseguir, que vou falhar, e o pior de tudo é saber que me estou a esforçar e dar tudo de mim num curso que não quero! E como se não bastasse, passei de melhor a aluna, a uma aluna “medíocre”, e custa-me admitir e aceitar isso.

Mas porquê que continuo na praxe, se nem me sinto integrada, se falto mais do que o que vou? - Porque quero passar a tribuna, quero ir no cortejo, quero trajar, quero que os meus pais se orgulhem de mim e que saibam que me educaram da melhor maneira, e desistir da praxe era o mesmo que na minha cabeça e no meu coração desiludi-los.

Em poucas palavras, esta está a ser a pior fase a minha vida, estou a odiar, só dá vontade de passar o dia a chorar. Quero que acabe depressa.

*beside you in the darkness


Querido M,
"I took the stars from our eyes
And then I made a map
And knew that somehow
I could find my way back
Then I heard your heart beating
You were in the darkness too
So I stayed in the darkness with you."


Even in the darkness, is you I want beside me for the rest of my life. I fought for this, for the "thing" we have with all my strenghs. You are my map, you guide me and help me to find the right way, usefull thing for a person who get lost a lot of times.
I'm lost now, it's so dark in here; come quickly (...)

terça-feira, 24 de maio de 2011

When we first met, I had no idea you would be so important to me



E choro. Não de tristeza, mas de pura felicidade. Sim, já me fizeste chorar de tristeza, mas nada disso importa agora, porque guardo as coisas boas no coração, e essas superam tudo o resto. Fazes-me chorar pelas pequenas coisas que me dizes, pelos poucos momentos que me proporcionas. E nem chorar, sorrir, palavras, gestos conseguem descrever este sentimento que me uniu a ti desde a primeira vez que te vi, sim foi em Junho de 2010: não nos falamos, mas o teu olhar prendeu-me. E quando te chamei pela primeira vez, eu senti, cá dentro, o meu coração a dizer-me “é ele.” Ele não se enganou, porque quase um ano depois, ainda és tu. Outras pessoas passaram por nós entretanto, mas nem isso nos conseguiu afastar, e eu não encontro explicação para isso, a não ser o simples sentimento de amor, e juro-te que é puro. Não te pretendo enganar, não te pretendo esconder coisas, não pretendo deixar-te.

Conheço-te melhor a ti do que talvez a mim mesma, e orgulho-me de conseguir fazer com que me ouças, e que tenhas mudado a tua atitude perante certas coisas. Não te aviso porque quero que sejas perfeito, ou algo parecido, eu aviso-te porque quero o teu bem e porque o simples facto de te sentir feliz, faz-me feliz a mim também. Mas julgas que só tu mudaste ? Não. Tu mostraste-me outro lado da vida, tiraste-me da bolha de mimo e percebi que o mundo não gira apenas a minha volta. Percebi que não posso brincar com os sentimentos das pessoas, porque um dia pode ser a mim.

É estranha esta sensação, parece que te conheço desde sempre, que estás sempre comigo. E mais uma vez, não dá para explicar… E tudo se resume a uma palavra/um sentimento: o amor. E sempre que quero escrever algo sobre ti, sobre nós, para ti, não consigo parar… Tinha sempre o que dizer, e não me cansava…

AMO-TE MAIS QUE TUDO NA VIDA ♥






“ao tirar-te da minha vida já nada sobra”