Já não vinha ao blog há uns bons meses... Na verdade estive a ler os meus posts anteriores, e constatei que 99,9% deles é sobre coisas más da minha vida, sobre momentos depressivos, sobre coisas que me desagradam... De facto, a minha costela de escritora surge geralmente nos momentos menos bons, pois é quando me fecho; no fundo preciso de desabafar, portanto acabo por escrever... Aliás, a grande maioria das vezes escrevo num documento word e ao fim de duas ou três páginas, apago-o! Estúpido, mas sinto-me melhor depois de o fazer.
Contudo, como lá diz o ditado "Deus escreve direito por linhas tortas". E a minha vidinha deu tantas voltas que tudo se acertou. Recuperei as minhas meninas, não falamos tanto, não nos vemos tanto, mas quando estamos juntas, estamos juntas para valer, sem falsidades, sem hipocrisias: é a verdade e muitas risadas. A C lá se acertou com o seu rapagão, a S anda animada com a faculdade e com os festivais de verão por onde andou este ano. E eu amo cada vez mais o meu pequeno!
Terminei o segundo ano da faculdade (o primeiro ano no curso que queria), e consegui fazer todas as disciplinas, com muitooo custo. Aliás, o terceiro ano está prestes a começar, e vou estagiar: M-E-D-O, muito medo.
Para além disso, este segundo ano de faculdade revelou-se muito produtivo a nível de amizades. Mantive as amigas do outro curso, fiz amigas no novo curso e na residência. Não digo que sejam amizades para a vida, mas levo-as no meu coração, como parte desta fase da minha vida, que me tornou mais responsável, mais independente, desenrascada e até um bocadinho mais sociável. Sim... Eu sinto-me um ser estranho... Gostava de me aproximar mais de todas elas, de manter contacto com todas elas, mas eu tenho uma extrema capacidade de me desligar do mundo, de me esquecer de enviar uma sms a dizer "Estou viva, queres ir tomar um café?". Não é com maldade, não é por me esquecer delas, ou por não gostar delas, mas enfim, eu sou assim. Não gosto de andar "atrás" das pessoas, de sentir que as estou a chatear ou algo do género.
As férias foram fantásticas, possivelmente das melhores férias que tive. Ir acampar, com o espírito positivo, com a mente livre de preocupações, tudo corre bem.
Poderia aprofundar tudo um pouco mais, mas os artistas são aqueles que têm a melhor capacidade de sintetização (na minha opinião, é claro).
Resumindo, sinto-me bastante feliz, mas prefiro não demonstrar demasiada felicidade, porque supersticiosa como sou, ainda me acontecia alguma desgraça.
Beijinho, até à próxima Lua.

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