sábado, 10 de dezembro de 2011

não é fácil



Não está a ser fácil, não consigo compreender o porquê de toda a gente dizer que a "universidade é a melhor fase da vida"... Saímos do secundário a pensar que somos adultos, chegamos a faculdade e parece que somos as crianças do "sítio", e a verdade é que me sinto como tal (contudo, uma criança com responsabilidades). Toda a minha vida lutei para chegar aqui, sempre dei o meu melhor, e mesmo assim não consegui o curso que queria... Chorei, quis desistir, quis trabalhar, mas a verdade é que no primeiro dia de aulas lá estava eu! Com uma noite mal dormida, completamente nervosa, tremia por dentro, afinal tinha "caído" num sítio novo e sem pára-quedas. As pessoas de Negro lá estavam, e eu esperava de tudo... Conheci alguns dos meus 'coleguinhas', como diziam eles. Lá nos apresentamos, aprendemos as saudações aos senhores doutores e aos senhores veteranos, fizemos uns 'joguinhos', e lá viemos embora. As primeiras semanas não faltava, e queria a todo o custo ganhar confiança com alguém, pensava sempre que algo havia de mudar, mas não foi isso que aconteceu. Comecei a "fugir" dos segundanistas, comecei a achar a praxe aborrecida, e que todos os princípios da praxe estavam distorcidos: então a ideia não é conviver? Ajudar os mais "pequeninos" nos estudos, dar-nos dicas sobre disciplinas, sair a noite juntos para as ditas "borgas"? Pelos vistos não... A única coisa que senti foi os senhores de preto demonstrarem que eu/nós caloiros não éramos nada, viravam-nos a cara nos corredores, faziam que não nos conheciam.

Agora, no fim do semestre, sinto-me ainda mais sozinha do que no primeiro dia de faculdade. Já há grupos formados, continuo a fugir à praxe, não porque não gosto, mas porque não consigo conciliar tudo: são aulas, trabalhos, estudar estudar estudar, família, e os meus amigos do secundário que ainda "exigem" que tenha tempo para eles, e se não tenho, viram-se contra mim. Sinto-me sozinha, sinto-me cansada, sinto-me deslocada, sinto que não vou conseguir, que vou falhar, e o pior de tudo é saber que me estou a esforçar e dar tudo de mim num curso que não quero! E como se não bastasse, passei de melhor a aluna, a uma aluna “medíocre”, e custa-me admitir e aceitar isso.

Mas porquê que continuo na praxe, se nem me sinto integrada, se falto mais do que o que vou? - Porque quero passar a tribuna, quero ir no cortejo, quero trajar, quero que os meus pais se orgulhem de mim e que saibam que me educaram da melhor maneira, e desistir da praxe era o mesmo que na minha cabeça e no meu coração desiludi-los.

Em poucas palavras, esta está a ser a pior fase a minha vida, estou a odiar, só dá vontade de passar o dia a chorar. Quero que acabe depressa.

*beside you in the darkness


Querido M,
"I took the stars from our eyes
And then I made a map
And knew that somehow
I could find my way back
Then I heard your heart beating
You were in the darkness too
So I stayed in the darkness with you."


Even in the darkness, is you I want beside me for the rest of my life. I fought for this, for the "thing" we have with all my strenghs. You are my map, you guide me and help me to find the right way, usefull thing for a person who get lost a lot of times.
I'm lost now, it's so dark in here; come quickly (...)