Sempre me considerei uma pessoa com bastante sorte, dentro do meu pessimismo extremo, por vezes conseguia ter imensa sorte. Sempre vi as coisas más que me aconteciam por algo que eu merecia, ou por culpa da minha cabeça no ar. Contudo, estas coisas más apenas me surgiam esporadicamente, coisas que eu facilmente esquecia, pois eram uma num milhão. Agora, quando as coisas más acontecem todas as semanas (isto para não querer exagerar dizendo TODOS os dias), há alguma denominação? Será azar? Serei eu que tirei ficado irresponsável de um dia para o outro? Será que as pessoas olham para mim e sentem que é dever delas estragar o meu dia? E falo de pessoas completamente aleatórias, como aquelas que me cruzo no elevador, no autocarro, whatever...
Bruxaria ou não, estes azares começaram exatamente quando escolhi deixar de fora da minha vida duas pessoas que me eram chegadas. Ok, sendo sincera: as minhas melhores amigas. Desde que as coisas começaram a azedar entre nós que a minha vida não tem andando propriamente perfeita. Poder-me-ão dizer que são filmes da minha cabeça, que sou uma pessoa supersticiosa, blablabla. Mas já diz o ditado "nunca vi nenhuma bruxa, mas que as há, há". E não quero com isto insinuar que as pequenas criaturas andam a fazer macumbas para me infernizar o dia-a-dia, quase como se fosse a missão da vida delas! Não. Onde eu quero chegar é a palavra fucral "inveja". É nisto que eu acredito. Eu acredito que a inveja tem poderes tão fortes, tão inconscientes, que parece influenciar-me. O pior de tudo isto é que as coisas más só acontecem a quem acredita nelas, e eu, bem, eu sou a pessoa que acredita que tudo pode piorar, que nada de bom surgirá. Enfim, sou uma pessimista pura.
Só gostava era de me ver livre daquelas duas pessoas, de fora da minha cabeça, do meu coração, entranhas, tudo! Queria livrar-me deste sentimento que tudo irá correr mal, porque é a minha sina.
No fundo, só gostava de ver um pouco de sorte no meu dia.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
A revolta das gaivotas
Estava eu a caminhar calmamente para casa, quando dois falcões, ou duas águias, não sei, pareciam aves de rapina, surgiram diante de mim. Eu olhei, e pensei "Oh, deixa de ser parva, são apenas gaivotas sobrealimentadas e que fazem ginástica. Sempre gostei de gaivotas, relacionava-as com o mar, mas nunca convivi com elas tão de perto, e muito raramente via uma. Agora que vivo junto ao rio, e digamos que bem perto do mar, eu acordo a ouvir o som as gaivotas.
Tudo isto para dizer: mas que raio aconteceu as gaivotas? Aqueles seres engraçados das praias? Migraram para as lixeiras citadinas? Atacam lixeiras? Fazem frente a seres humanos com o quíntuplo do seu tamanho?
A verdade é que estava eu a olhar para a janela, a ouvir as bichas piar, e comecei a imaginar, bem no meu âmago "e se elas crescem tanto tanto, que um dia se revoltam contra nós, e nos comem, e começam a comandar este planeta??" Uma imagem um tanto-o-quanto aterradora. Uma "avezita" a comer os teus miúdos.
Bem, deixando agora de divagar e esquecendo a minha costela de realizadora: no fundo, comecei a ter medo de gaivotas. Eu, aquela pessoa que achava ridículas aquelas pessoas que tinha medo de gaivotas, TEM medo de gaivotas.
É por isso que gosto da minha vila, pacata e sem bichos deste género.
Tudo isto para dizer: mas que raio aconteceu as gaivotas? Aqueles seres engraçados das praias? Migraram para as lixeiras citadinas? Atacam lixeiras? Fazem frente a seres humanos com o quíntuplo do seu tamanho?
A verdade é que estava eu a olhar para a janela, a ouvir as bichas piar, e comecei a imaginar, bem no meu âmago "e se elas crescem tanto tanto, que um dia se revoltam contra nós, e nos comem, e começam a comandar este planeta??" Uma imagem um tanto-o-quanto aterradora. Uma "avezita" a comer os teus miúdos.
Bem, deixando agora de divagar e esquecendo a minha costela de realizadora: no fundo, comecei a ter medo de gaivotas. Eu, aquela pessoa que achava ridículas aquelas pessoas que tinha medo de gaivotas, TEM medo de gaivotas.
É por isso que gosto da minha vila, pacata e sem bichos deste género.
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