quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A revolta das gaivotas

Estava eu a caminhar calmamente para casa, quando dois falcões, ou duas águias, não sei, pareciam aves de rapina, surgiram diante de mim. Eu olhei, e pensei "Oh, deixa de ser parva, são apenas gaivotas sobrealimentadas e que fazem ginástica. Sempre gostei de gaivotas, relacionava-as com o mar, mas nunca convivi com elas tão de perto, e muito raramente via uma. Agora que vivo junto ao rio, e digamos que bem perto do mar, eu acordo a ouvir o som as gaivotas.

Tudo isto para dizer: mas que raio aconteceu as gaivotas? Aqueles seres engraçados das praias? Migraram para as lixeiras citadinas? Atacam lixeiras? Fazem frente a seres humanos com o quíntuplo do seu tamanho?

A verdade é que estava eu a olhar para a janela, a ouvir as bichas piar, e comecei a imaginar, bem no meu âmago "e se elas crescem tanto tanto, que um dia se revoltam contra nós, e nos comem, e começam a comandar este planeta??" Uma imagem um tanto-o-quanto aterradora. Uma "avezita" a comer os teus miúdos.

Bem, deixando agora de divagar e esquecendo a minha costela de realizadora: no fundo, comecei a ter medo de gaivotas. Eu, aquela pessoa que achava ridículas aquelas pessoas que tinha medo de gaivotas, TEM medo de gaivotas.

É por isso que gosto da minha vila, pacata e sem bichos deste género.

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