domingo, 1 de junho de 2014

A bordo Donzela

Às vezes não sei como é possível a vida passar tão rápido. Quando era mais nova tudo parecia passar devagar, parecia existir tempo de sobra para tudo. Agora, quando mal abro os olhos, milhares de coisas sucederam num ápice, num ápice que durou alguns meses. Questiono-me se isto será realmente verdade, se tudo está a acontecer e porque está a acontecer. Tudo porque esta rapidez e este stress não me dá um segundo para pensar nas coisas calmamente. Já não há tempo para pensar, só consigo agir, agir e agir. Não gosto.
Não gosto.
Não gosto de agir sem tempo para planear cada passo. A incapacidade de planeamento torna-me insegura. E não me deixa ser eu mesma. Só me deixa ser uma pessoa nervosa, atenta em demasia que transparece insegurança por todos os poros. Pessoas novas? Novo ambiente? Detesto. Detesto sentir-me fora da minha "confort-zone". Por muito bem recebida que seja, são apenas umas dezenas de novas pessoas que tenho de "conquistar". E esforço-me demasiado para que gostem de mim, para que não julguem que sou uma manienta nojenta.
Custa-me saber que tenho de me adaptar a um novo ambiente com novas pessoas e que passado um mês, possivelmente, não me voltarei a cruzar com elas mais nenhuma vez.
Frustração... Frustração... É a minha maior inimiga. Não consigo lidar com ela. Ela é um bactéria na minha cabeça, que me deixa doente.

Só me quero deitar, dormir, e não fazer nada. Precisava de descansar. Mas como não consigo, choro até adormecer, choro até à exaustão não esperança de conseguir ter uma noite de sono descansada. Porque no final do dia, estou sempre sozinha. Porque no final, todos nós somos solitários.

Estou triste.

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